Minha turma de colégio está organizando uma grande festa – assim espero – para comemorar os dez anos de formatura. Com alguns sempre mantive contato, outros não vejo desde o dia da colação de grau no auditório do colégio. A maioria já está formada, muitos já casados, com noivos e afins, alguns com filhos e, até onde eu sei, todos vivos pra contar história. Essa festa me fez lembrar daquelas cenas de filmes e novelas em que há sempre uma solterona que não quer ir à festa porque todas as suas amigas vão estar com os seus respectivos e filhos e ela vai estar sozinha. Hahahahaha, sim, dramatismos à parte, essa vou ser eu!!! Há um clássico da sessão da tarde, Namorada de Aluguel (Can´t buy me love, 1987), com Patrick Dempsey no tempo em que ele nem sonhava em namorar a Grey! Seria no mínimo engraçado, mas claro, apenas uma solução temporária! Me veio à mente outro clássico juvenil, Carrie, a estranha (Carrie, 1976), mas esse não tem nada a ver, nunca tive superpoderes e nem fui rejeitada por todos, estranha…talvez um pouco. Mas quem não é?! Bem, vocês vão ter que esperar até setembro pra saber o que aconteceu na tal festa, mas nessas histórias o final é, geralmente, feliz!
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Aluga-se um namorado?!
Minha turma de colégio está organizando uma grande festa – assim espero – para comemorar os dez anos de formatura. Com alguns sempre mantive contato, outros não vejo desde o dia da colação de grau no auditório do colégio. A maioria já está formada, muitos já casados, com noivos e afins, alguns com filhos e, até onde eu sei, todos vivos pra contar história. Essa festa me fez lembrar daquelas cenas de filmes e novelas em que há sempre uma solterona que não quer ir à festa porque todas as suas amigas vão estar com os seus respectivos e filhos e ela vai estar sozinha. Hahahahaha, sim, dramatismos à parte, essa vou ser eu!!! Há um clássico da sessão da tarde, Namorada de Aluguel (Can´t buy me love, 1987), com Patrick Dempsey no tempo em que ele nem sonhava em namorar a Grey! Seria no mínimo engraçado, mas claro, apenas uma solução temporária! Me veio à mente outro clássico juvenil, Carrie, a estranha (Carrie, 1976), mas esse não tem nada a ver, nunca tive superpoderes e nem fui rejeitada por todos, estranha…talvez um pouco. Mas quem não é?! Bem, vocês vão ter que esperar até setembro pra saber o que aconteceu na tal festa, mas nessas histórias o final é, geralmente, feliz!
sábado, 25 de abril de 2009
There will always be Paris
sábado, 11 de abril de 2009
Filmes
Gran Torino, Clint Eastwood - Um veterano de guerra mora sozinho e acaba se envolvendo com os vizinhos, imigrantes Hmong (do sudeste da Asia). Apesar da cara carrancuda de Clint na atuação de um velho amargurado e solitário, o filme acaba sendo leve, principalmente pelas personagens Sue e Thao, vividos, respectivamente, por Ahney Her e Bee Vang. Bom filme, mas realmente, acho q não valia o Oscar que Clint tanto queria.
Che (1ª parte), Steven Soderbergh - O filme começa na cidade do México, numa reunião em casa de Fidel sobre os planos de mudanças para Cuba, para então mostrar a consquista da Ilha, concretizada em janeiro de 1959. Trechos da visita de Ernesto "Che" Guevara a sede das Nações Unidas em 1964 completam a narrativa. Excelente orador! Na segunda parte, que ainda não vi, segue o que resta da história do guerrilheiro, até o seu final, na Bolívia. Quero terminar de vê-la.
O Leitor, Stephen Daldry - O drama de um adolescente apaixonado por uma mulher mais velha, se transforma num drama de consciência ainda maior. Uma jovem mulher simples (na maneira de ser e de pensar) julga que cumprir ordens é parte fundamental do seu trabalho e é capaz de assumir uma culpa por vergonha de assumir sua ignorância. O filme é denso, mas capaz de algumas sutilezas, como as fitas com gravação de livros que são enviadas. Kate Winslet mereceu o Oscar de melhor atriz, e Ralph Fiennes faz um ótimo distinto arrependido.
Slumdog Millionaire, Danny Boyle - O indiano mais aclamado de todos os tempos! Jamal Malik, vivido por Dev Patel participa de um programa de perguntas que pode torná-lo milionário, mas a pergunta q alguns se fazem é, como um auxiliar de telemarketing e sem estudo pode saber tantas respostas? A resposta é a vida de Jamal. Excelente filme, incluindo a coreografia!
São os últimos q assisti no cinema. Recomendo todos!
segunda-feira, 30 de março de 2009
A despedida da saudade
"Eu não quero q tu vás!", é inútil dizer e pedir, mas se não o fizer, em algum momento te arrependerás! (acreditem, acontece) "Devolva o neruda que você me tomou, e nunca leu", a frase é do Chico, mas o sentimento é mesmo esse, talvez em medidas não tão dramáticas quanto o resto da música (trocando em miúdos). "Quer saber, já vai tarde"!!!! Isso é quando já passou da fase de negação para a agressividade, não necessariamente física. Há quem precise se tornar uma pessoa mais calma e serena, aprender a dizer "tchau, até mais" de maneira a não sofrer tanto com isso. E depois, saber fazer da saudade uma companheira - embora isso seja catarse demais pro meu gosto -.
Saudade está associada a algo de melancólico e triste, como a despedida, mesmo que seja necessária e racionalmente entendamos isso, é uma emoção obrigatória que se repete mais do que gostaríamos (espero que não fale só por mim). O peito fica apertado, a voz embargada e o sorriso sai tímido quando vemos alguém querido partir, ou quando somos nós a ir. Quantas vezes penso que poderia me despedir da saudade, de todas as que guardo, e me ver cercada daqueles que precisei dizer um até mais tarde prolongado. apenas devaneios que se dissipam no minuto seguinte.
ps: li esse poema a primeira vez qdo estava no colégio. outro dia lembrei dele.
Ausência
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Vinícius de Moraes
domingo, 22 de março de 2009
Como seria?
eu não conhecia essa poema da Cecília (Meireles), o li pela primeira vez no final de semana:
Inscrição na Areia
O meu amor não tem
importância nenhuma.
Não tem o peso nem
de uma rosa de espuma!
Desfolha-se por quem?
Para quem se perfuma?
O meu amor não tem
importância nenhuma.
célebre Quintana, em A Rua dos Cataventos, um dos poemas q mais leio:
Da vez primeira em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Emergência!!!
Bom, isso pra contar um pouco sobre a minha vida "actual": ou estou na Lusa "a escrever" sobre os países lusófonos - sem esquecer da visita do Papa à África - ou estou em casa, com meus amigos ficcionais, e eu não falei nem de um quinto deles!
domingo, 15 de março de 2009
London London
Fui passear em Londres. Desde que me entendo por gente, queria ir, pois fui! Os ingleses me pareceram simpáticos! A visita foi rápida e corrida, mas o suficiente pra deixar a vontade de quero mais!! O ônibus vermelho de dois andares, as cabines telefônicas da mesma cor, o táxi ainda em carros antigos, a direção ao contrário (da nossa), a arquitetura, o acento forte e carregado do inglês britânico, a sobriedade e o sombreado da cidade impressionam. Na foto, o Palace of Westminister, na torre da direita, o relógio mais conhecido do mundo, o Big Ben.
Alguém, pro acaso, brincava de "a ponte de Londres está caindo, está caindo, está caindo..."?? Ou seria a torre de Londres? Enfim, alguma coisa caía, era de Londres e lá em casa a gente sempre brincava! Aí está, a Tower Bridge.
British Museum! O prédio é o máximo e contém (o acordo cortou esse acento tb?) uma das maiores coleções de antiguidades do mundo, e o melhor, a entrada é gratuita!
Bom, é claro q há outras fotos e impressões, mas nem todas são compartilhadas....algumas pelo meu companheiro de viagem!! Valeu Jaú!!
terça-feira, 3 de março de 2009
Cavaleiro Inexistente

segunda-feira, 2 de março de 2009
C´est moi!
domingo, 1 de março de 2009
Quem tem dois corações...
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
e agora j...
***
Amanhã vou ao show da Bethânia! Divertido, não?!!! Depois eu conto como foi!
sábado, 21 de fevereiro de 2009
pra quando o carnaval chegar...

vcs já ouviram a música do chico "quando o carnaval chegar"?
Quem me vê sempre parado, distante garante que eu não sei sambar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu tô só vendo, sabendo, sentindo, escutando e não posso falar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu vejo as pernas de louça da moça que passa e não posso pegar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Há quanto tempo desejo seu beijo molhado de maracujá
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
E quem me ofende, humilhando, pisando, pensando que eu vou aturar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
E quem me vê apanhando da vida duvida que eu vá revidar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu vejo a barra do dia surgindo, pedindo pra gente cantar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu tenho tanta alegria, adiada, abafada, quem dera gritar
pois, o carnaval chegou...calmo e tranquilo como a melodia da música. quanta gente espera ansiosa por esses dias, em que tudo é possível, em que o ritual de inversão nos dá direito a sermos tudo aquilo q quisermos, de súper-herói a pierrots e colombinas. na quarta-feira de cinzas tudo volta ao normal... fica a lembrança para o resto do ano. mas nada é perfeito, a lágrima do Pierrot é de tristeza, por causa de uma colombina q preferiu um Arlequim!
eu acho que vou continuar me guardando pra quando o carnaval chegar...
Nesse linka dá pra ouvir a música: http://letras.terra.com.br/chico-buarque/45165/
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Ela sentia frio...
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Futebol civilizado
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Aniversário
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui --- ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça,
com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado---,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...
Álvaro de Campos, 15-10-1929
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Poema Patético
É o amor que está acabando,
é o homem que fechou a porta
e se enforcou na cortina.
Que barulho é esse na escada?
É Guiomar que tapou os olhos
e se assoou com estrondo.
É a lua imóvel sobre os pratos
e os metais que brilham na copa.
Que barulho é esse na escada?
É a torneira pingando água,
é o lamento imperceptível
de alguém que perdeu no jogo
enquanto a banda de música
vai baixando, baixando de tom.
Que barulho é esse na escada?
É a virgem com um trombone,
a criança com um tambor,
o bispo com uma campainha
e alguém abafando o rumor
que salta de meu coração.
de Carlos Drummond de Andrade
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
" I want to recruit you!"
Fui ao cinema! Assisti Milk, o filme do Gus Van Sant com o Sean Penn sobre um político gay. A história das minorias terem voz, é possível. Minha opinião não diz muito e, mesmo que a minha atenção tenha dispersado em alguns momentos, gostei muito do filme. Desde de I am Sam, de Jessie Nelson, não via uma atuação tão boa de Sean Penn.
sábado, 24 de janeiro de 2009
diálogo
- aconteceu alguma coisa?
- posso te ajudar?
- não?
- por quê?
- tem certeza?
- tudo bem, então....
- se precisar avisa.
- um beijo
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Naturalismo!
"Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar,
Seria mais feliz um momento...
Mas eu nem sempre quero ser feliz,
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...
Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja..."
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Língua brasileira
pô, vocês viram que o "website counter" parou?!! estava super feliz com os quase 1000 acessos, e quando atinge o número esperado, ele simplesmente parou! vou tentar resolver isso, mas não agora!
ah, mudei de estágio!! alguém lembra daquelas brincadeiras em q a pessoa escolhia coisas sem ouvir as perguntas? por exemplo, " você troca um emprego em que ganha 600 euros por mês por outro q paga 100??? SSIIIMMMM!" foi basicamente isso q eu fiz, mas com a diferença de que estava "a ouvir". Não estranhem, é q estou a habituar-me a escrever português, já que até pouco tempo eu escrevia em brasileiro!!!! não preciso nem dizer que isso irrita-me profundamente!
até breve!
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
"Quero...
do Livro do Desassossego, Bernardo Soares.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Memórias de um manjerico
Pelo princípio. O majerico é um primo do manjerião, esse todos devem conhecer, pelo menos de nome. É uma planta típica da festa de Santo António, que acontece em junho aqui em Lisboa, o padroeiro da cidade! Diz a lenda, que o majerico tem que ser ganhado de alguém e seguindo a outra lenda do santo casamenteiro, o fulano deve estar interessado. É mais ou menos assim a tradição. Entretanto, logo que começaram a ser vendidos e apoiada pela minha ansiedade habitual, comprei o meu majerico! Ele era lindo, crescia a cada dia! Há quem tenha cachorro ou gato, eu tenho (quero acreditar que ainda tenho), o meu majerico. Foram tantas a ameaças de fazer com ele molhos e cozidos, sequestros com pedidos de resgate exorbitantes!! Enfim, foi um verão alegre e festivo! A tristeza é que o inverno chegou e com ele o verde tornou-se marrom e seco... Ele resistiu, houve quem duvidasse que em pleno novembro ele ainda tivesse as folhas verdes, mas o frio foi mais cruel. Ainda acredito que quando o verão voltar ele vai reagir. Bem, meu ano começou assim, com o coração apertado por um manjerico, companheiro e amigo que parece estar hibernando em algum lugar qualquer. Queria poder acordá-lo.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Sagrada Família
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
o tal espírito natalino ou natalício!?!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Eu nao sou daqui!
Como de costume, entreguei meu passaporte na hora do cheking para que confirmassem que eu era mesmo eu. A senhorita da companhia folheou meu passaporte umas três vezes até q ela me perguntou se eu tinha a minha passagem de volta? Achei estranho, mas tudo bem, mostrei. A senhora volta no dia 27?, me perguntou, e eu respondi que sim!! nao era o que estava escrito na passagem? por que eu compraria uma passagem pra um dia se eu fosse voltar noutro? É que a senhora nao faz parte da Comunidade Europeia, por isso eu preciso verificar, me disse ela, com um ar que misturava satisfaçao e arrogância! Ora, é algum pecado mortal nao pertencer à Uniao Européia? E o resto do mundo faz o q? se mata por causa disso??!!! Perguntei se ela queria ver meu cartao de residente, documento que serve como identificaçao e certificaçao de que tenho autorizaçao para estar em território europeu, sim, ela quis. Saiu ai meu deus... enquanto eu o procurava na bolsa e ela me respondeu, Nao é "ai meu Deus", a senhora nao é europeia! Entreguei. Ela olhou de um lado, olhou do outro e antes de finalmente me dar o cartao de embarque, me fez mais umas quantas recomedaçoes de que eu deveria mostrar todos os meus documentos, já que nao pertenço a esse lado do oceano! Eu quero nao pensar que essas coisas acontecem por eu ser brasileira e latinoamericana, mas realmente a má vontade que eu tenho que aguentar quando notam o meu "sotaque" brasileiro é irritante!!
Bom, a parte disso, desejo a todos um Feliz Natal e fica a minha esperança de um 2009 menos preconceituoso e mais igualitário!
ps: a falta de acentos é culpa do teclado español!!
sábado, 20 de dezembro de 2008
espelho
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
do latim burrus...
Meu novo problema é: preciso de um novo passaporte, a dificuldade é: não votei nas últimas eleições, claro eu estava em Lisboa! Dificuldade 2, eu tinha 60 dias pra justificar, mas claro q não lembrei disso, já que eu sabia que posso fazer isso quando voltar para o Brasil. Agora, não posso renovar o passaporte sem a quitação eleitoral e não posso mais justificar pq o perdi o prazo! Acho q vou ter q ficar morando aqui pra sempre, pq sem passaporte não volto pra casa e o TSE não prevê q alguém possa precisar fazer a droga da justificativa depois dos tais 60 dias! Lógica difícil essa, não?! Então pra quem está no Brasil e sente saudades, eu sinto em informar que estou fadada a passar o resto dos meus dias em solo lusitano!
O mais divertido vai ser se complicarem pra renovar meu visto, como aconteceu no ano passado, daí eu vou ser uma ilegal em terra estrangeira e sem poder voltar pro país de origem! Bom, eu posso ser deportada, é verdade! Essa é a minha chance! Ai….vida de imigrante cansa, e olha que eu só vim fazer um mestrado, imagina a vida da galera que vem pra ficar, pra trabalhar, sem “documentos”, sem saber, sem conhecer. Deve ser bem pior!
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
o tempo fugiu!

O tempo
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Constipação
Ah, pra quem quiser me dar uma prenda de Natal, tenho q devolver o Madame Bovary pra biblioteca!!
Tenho uma grande constipação,
E toda a gente sabe como as grandes constipações
Alteral todo o sistema nervoso,
Zangam-nos contra a vida,
E fazem espirrar até à metafísica.
Tenho o dia perdido cheio de me assoar.
Dói-me a cabeça indistintamente.
Triste condição para um poeta menor.
Hoje sou verdadeiramente um poeta menor.
O que fui outrora foi um desejo; partiu-se.
(...)
Álvaro de Campos


