quarta-feira, 29 de abril de 2009

Aluga-se um namorado?!

Minha turma de colégio está organizando uma grande festa – assim espero – para comemorar os dez anos de formatura. Com alguns sempre mantive contato, outros não vejo desde o dia da colação de grau no auditório do colégio. A maioria já está formada, muitos já casados, com noivos e afins, alguns com filhos e, até onde eu sei, todos vivos pra contar história. Essa festa me fez lembrar daquelas cenas de filmes e novelas em que há sempre uma solterona que não quer ir à festa porque todas as suas amigas vão estar com os seus respectivos e filhos e ela vai estar sozinha. Hahahahaha, sim, dramatismos à parte, essa vou ser eu!!! Há um clássico da sessão da tarde, Namorada de Aluguel (Can´t buy me love, 1987), com Patrick Dempsey no tempo em que ele nem sonhava em namorar a Grey! Seria no mínimo engraçado, mas claro, apenas uma solução temporária! Me veio à mente outro clássico juvenil, Carrie, a estranha (Carrie, 1976), mas esse não tem nada a ver, nunca tive superpoderes e nem fui rejeitada por todos, estranha…talvez um pouco. Mas quem não é?! Bem, vocês vão ter que esperar até setembro pra saber o que aconteceu na tal festa, mas nessas histórias o final é, geralmente, feliz!

sábado, 25 de abril de 2009

There will always be Paris

Como podem ver, estive em Paris, a "tal cidade luz". A cidade é realmente muito bonita, e faz jus a todos os clichês, inclusive o de capital européia mais cara (mais do q Londres) e de pessoas antipáticas! Mas é linda, os cafés, as ruas, monumentos, palácios... Comecei em Versailles. Os palácios, os jardins, as obras de arte são impressionantes. O símbolo maior da cidade, a Torre Eiffel, pode parecer frágil de longe, mas tem uma estrutura enorme e imponente.


Da torre, caminhamos até o Arco do Triunfo, que foi construído por Napoleão, para comemorar a vitória sobre os demais reinos europeus. Ele está no princípio da Champs Elysée, uma das ruas com maior concentração de marcas famosas e insuportávelmente caras, mas que está sempre lotada!
Logo cheguei ao Mussée du Louvre, certamente um dos mais impressionaveis pelo tamanho e coleção que abarca, mas talvez por isso, um pouco cansativo. O que descobri também é que, muito mais bonito que a Monalisa de Da Vinci, é a escultura do "quase" beijo de Canova, Psyque and Cupid. Ao redor das pirâmides, reúnem-se centenas de turistas com mapas na mão, pés cansados e uma vista invejável!
Meu terceiro dia em Paris foi de subidas e contemplação! Primeiro, a Sacré Coeur e depois a catedral de Notre Dame (sim, é a do Corcunda, que todo mundo conhece pelo filme da Disney, mas foi escrito por Victor Hugo em 1831). Paguei todos os meus pecados com uma super penitência, subi os 400 degraus do prédio para ter uma visão panorâmica da cidade.
A vista da Notre Dame me encantou. O Sena, a torre, as pontes, tudo isso numa tarde ensolarada.
No último dia, o Musée d´Orsay foi uma feliz surpresa! Renoir, van Gogh, Monet e ainda pude ver uma exposição do Rodin ( bom, porque não deu tempo de ir ao museu!). O prédio também é lindo, é uma antiga estação, dentro ainda há um imponente relógio que marcava o horários dos trens.

A viagem foi ótima, apesar de um hostel um pouco decadente e algumas pessoas que não faziam muita questão de sorrir! Tive a companhia de duas gaúchas de conheci no albergue, foi bom ouvir um sotaque tão familiar! Bom, Paris estará sempre lá, a espera das próximas visitas, que não precisam ser muito frequentes, é verdade, mas de vezenquando contemplação e cultura fazem bem a qualquer mortal.

sábado, 11 de abril de 2009

Filmes

Los Abrazos Rotos, Pedro Almodovar - Bom, mas como disse meu irmão, não mudou minha vida! O que me agrada nos filmes do Almodovar é que parecem filmes familiares, mudam as personagens mas ou atores continuam os mesmos. Parece um sentimento de lealdade para com os seus. O filme se desenvolve em volta de um roteirista e diretor de cinema em acontecimentos atuais e de um passado recente (o que pode lembrar La Mala Educación). Penélope Cruz está muito bem e a pequena participação de Lola Dueñas que além de Volver,também de Almodóvar, foi a Rosa em Mar Adentro, de Alejandro Amenábar. Blanca Portilho, outra figura conhecida dos filmes do roteirista e diretor espanhol me pareceu muito bem. Vale a pena ver.

Gran Torino, Clint Eastwood - Um veterano de guerra mora sozinho e acaba se envolvendo com os vizinhos, imigrantes Hmong (do sudeste da Asia). Apesar da cara carrancuda de Clint na atuação de um velho amargurado e solitário, o filme acaba sendo leve, principalmente pelas personagens Sue e Thao, vividos, respectivamente, por Ahney Her e Bee Vang. Bom filme, mas realmente, acho q não valia o Oscar que Clint tanto queria.

Che (1ª parte), Steven Soderbergh - O filme começa na cidade do México, numa reunião em casa de Fidel sobre os planos de mudanças para Cuba, para então mostrar a consquista da Ilha, concretizada em janeiro de 1959. Trechos da visita de Ernesto "Che" Guevara a sede das Nações Unidas em 1964 completam a narrativa. Excelente orador! Na segunda parte, que ainda não vi, segue o que resta da história do guerrilheiro, até o seu final, na Bolívia. Quero terminar de vê-la.

O Leitor, Stephen Daldry - O drama de um adolescente apaixonado por uma mulher mais velha, se transforma num drama de consciência ainda maior. Uma jovem mulher simples (na maneira de ser e de pensar) julga que cumprir ordens é parte fundamental do seu trabalho e é capaz de assumir uma culpa por vergonha de assumir sua ignorância. O filme é denso, mas capaz de algumas sutilezas, como as fitas com gravação de livros que são enviadas. Kate Winslet mereceu o Oscar de melhor atriz, e Ralph Fiennes faz um ótimo distinto arrependido.

Slumdog Millionaire, Danny Boyle - O indiano mais aclamado de todos os tempos! Jamal Malik, vivido por Dev Patel participa de um programa de perguntas que pode torná-lo milionário, mas a pergunta q alguns se fazem é, como um auxiliar de telemarketing e sem estudo pode saber tantas respostas? A resposta é a vida de Jamal. Excelente filme, incluindo a coreografia!

São os últimos q assisti no cinema. Recomendo todos!

segunda-feira, 30 de março de 2009

A despedida da saudade

Quem dera fosse possível... Dizer adeus é um mal necessário, conhecido por todos. mas se é senso comum, porque custa tanto?! "não é um adeus, é só um até logo", é o que dizem os otimistas, mas não deixa de ser uma separação. ficam fotos, lembranças, presentes, cartões, sentimentos confusos e a tal da saudade. E isso acontece independente do nome que a relação tenha.

"Eu não quero q tu vás!", é inútil dizer e pedir, mas se não o fizer, em algum momento te arrependerás! (acreditem, acontece) "Devolva o neruda que você me tomou, e nunca leu", a frase é do Chico, mas o sentimento é mesmo esse, talvez em medidas não tão dramáticas quanto o resto da música (trocando em miúdos). "Quer saber, já vai tarde"!!!! Isso é quando já passou da fase de negação para a agressividade, não necessariamente física. Há quem precise se tornar uma pessoa mais calma e serena, aprender a dizer "tchau, até mais" de maneira a não sofrer tanto com isso. E depois, saber fazer da saudade uma companheira - embora isso seja catarse demais pro meu gosto -.

Saudade está associada a algo de melancólico e triste, como a despedida, mesmo que seja necessária e racionalmente entendamos isso, é uma emoção obrigatória que se repete mais do que gostaríamos (espero que não fale só por mim). O peito fica apertado, a voz embargada e o sorriso sai tímido quando vemos alguém querido partir, ou quando somos nós a ir. Quantas vezes penso que poderia me despedir da saudade, de todas as que guardo, e me ver cercada daqueles que precisei dizer um até mais tarde prolongado. apenas devaneios que se dissipam no minuto seguinte.

ps: li esse poema a primeira vez qdo estava no colégio. outro dia lembrei dele.

Ausência

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces

Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Vinícius de Moraes

domingo, 22 de março de 2009

Como seria?

como será que poderia ter sido? mais divertido, certamente, com mais risadas altas, mais abraços e pequenos gestos de carinho. tudo sempre pode ser diferente, não melhor ou pior, mas diferente. poderia ter durado um ou dois dias a mais, com direito a sorvete de doce de leite e pipoca no cinema; mas de que vale pensar no q poderia ter sido ? talvez pra poder fazer diferente da próxima vez. próxima vez?

eu não conhecia essa poema da Cecília (Meireles), o li pela primeira vez no final de semana:

Inscrição na Areia

O meu amor não tem
importância nenhuma.
Não tem o peso nem
de uma rosa de espuma!

Desfolha-se por quem?
Para quem se perfuma?

O meu amor não tem
importância nenhuma.

célebre Quintana, em A Rua dos Cataventos, um dos poemas q mais leio:

Da vez primeira em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Emergência!!!

Descobri agora, que o primeiro a namorar a Abby foi mesmo o Luka, e não o Carter! Mas eles (Abby e John) sempre tiveram um affair... e que a Corday, q casou com o Dr Green, que morreu com um tumor no cérebro (uma das cenas mais tristes das 15 temporadas!), antes já tinha tido um namorico com o Benton, q tem um filho surdo que na verdade não é dele! Ah, e descobri também que a Abby entrou no hospital como estagiária de medicina, e não como enfermeira, mas o ex-marido dela não pagou a matrícula, então ela teve q trancar o curso e isso foi na temporada sete, e ela só termina a faculdade na temporada 12 (se não me engano!)Então, o que acontece é que a Abby namora o Luka, depois vai namorar o Carter q vai se separar dela, namorar outra q ele conhece na África e que fica grávida, mas ela perde o bebê - o Joshua - e depois de anos, ela volta a sair com o Luka, eles casam e tem um filho ! Esqueci de mencionar, q o Luka perdeu mulher e dois filhos antes de mudar da Croácia para os Estados Unidos! Ah, e que a mãe da Abby é bipolar e a atriz é a mesma que faz a Nora, em Brothers and Sisters.

Bom, isso pra contar um pouco sobre a minha vida "actual": ou estou na Lusa "a escrever" sobre os países lusófonos - sem esquecer da visita do Papa à África - ou estou em casa, com meus amigos ficcionais, e eu não falei nem de um quinto deles!

domingo, 15 de março de 2009

London London


Fui passear em Londres. Desde que me entendo por gente, queria ir, pois fui! Os ingleses me pareceram simpáticos! A visita foi rápida e corrida, mas o suficiente pra deixar a vontade de quero mais!! O ônibus vermelho de dois andares, as cabines telefônicas da mesma cor, o táxi ainda em carros antigos, a direção ao contrário (da nossa), a arquitetura, o acento forte e carregado do inglês britânico, a sobriedade e o sombreado da cidade impressionam. Na foto, o Palace of Westminister, na torre da direita, o relógio mais conhecido do mundo, o Big Ben.


Alguém, pro acaso, brincava de "a ponte de Londres está caindo, está caindo, está caindo..."?? Ou seria a torre de Londres? Enfim, alguma coisa caía, era de Londres e lá em casa a gente sempre brincava! Aí está, a Tower Bridge.



British Museum! O prédio é o máximo e contém (o acordo cortou esse acento tb?) uma das maiores coleções de antiguidades do mundo, e o melhor, a entrada é gratuita!



Essa sou eu, num momento "superturista"!!!

Bom, é claro q há outras fotos e impressões, mas nem todas são compartilhadas....algumas pelo meu companheiro de viagem!! Valeu Jaú!!


ps: não comprei absolutamente nada, quem for a Londres, por favor, me traz uma lembrancinha!

terça-feira, 3 de março de 2009

Cavaleiro Inexistente


Hoje vi um cara conversando com seu amigo imaginário no metro (ô). Não consegui perceber sobre o que falavam, mas parecia uma conversa séria. Ele olhava pro banco vazio a seu lado e gesticulava, fazia expressões faciais, mas falava em voz baixa. Claro q eu não tenho o costume de escutar a conversa dos outros, mas confesso que aquela me interessou bastante! De repente, o metro (ô) parou, pessoas saíram, outras entraram e uma delas sentou em cima do amigo imaginário do senhor falante! No mesmo instante, ele levantou, se afastou e ficou em pé, próximo à porta. Ele e o amigo invisível seguiram a conversa por pelo menos mais duas paradas, quando desci do trem.
***
A foto ao lado é do Cavaleiro Inexistente, personagem q dá título da livro de Ítalo Calvino, um dos melhores q já li! A Veri tirou essa foto em Milão, e me mandou de presente! O cavaleiro que se distingue pela sua "impecável armadura branca" e pelo fato de não existir!

segunda-feira, 2 de março de 2009

C´est moi!

Meu retrato versão polaroid, feito pela Ana Maria, no mirante do Adamastor, em Lisboa, na última terça-feira de carnaval.

domingo, 1 de março de 2009

Quem tem dois corações...


O lugar não era dos melhores (como pode se ver pela foto), mas ainda assim, a experiência foi das melhores. De repente me veio a mente não o show da Bethânia, mas o Nelson Gonçalves cantando, "Maria Bethânia, tu és para mim..."Enfim, o concerto: Coliseu dos Recreios lotado, banda no palco, muita percussão e Bethânia, de pés descalços e os cabelos soltos e revoltos de costume. Do Chico ela cantou Cálice (Como é difícil/Acordar calado/Se na calada da noite/Eu me dano/Quero lançar/Um grito desumano/Que é uma maneira/De ser escutado), Olhos nos Olhos, com direito a mão na cintura e cena de mulher traída (Quando talvez precisar de mim/Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim/Olhos nos olhos/Quero ver o que você diz/Quero ver como suporta me ver tão feliz) e Não existe pecado ao sul do Equador, que mesmo estando na parte de cima, animou!

Volta por cima foi um dos pontos altos da noite! (Chorei/Não procurei esconder/Todos viram, fingiram/Pena de mim não precisava/Ali onde eu chorei/Qualquer um chorava/Dar a volta por cima que eu dei/Quero ver quem dava)

Do Gonzaguinha teve Explode Coração (Chega de temer, chorar, sofrer, sorrir, se dar/E se perder e se achar e tudo aquilo que é viver/Eu quero mais é me abrir e que essa vida entre assim/Como se fosse o sol desvirginando a madrugada/Quero sentir a dor desta manhã) e o grand finale com O que é o que é (Viver!/E não ter a vergonha/De ser feliz/Cantar e cantar e cantar/A beleza de ser/Um eterno aprendiz...).

Ainda teve declamação de Vinícius, Soneto da separação (De repente do riso fez-se o pranto/Silencioso e branco como a bruma/E das bocas unidas fez-se a espuma/E das mãos espalmadas fez-se o espanto) e da Fidelidade (E assim, quando mais tarde me procure/Quem sabe a morte, angústia de quem vive/Quem sabe a solidão, fim de quem ama/Eu possa me dizer do amor (que tive):/Que não seja imortal, posto que é chama/Mas que seja infinito enquanto dure.)
Faltaram algumas músicas de que gosto, principalmente do disco Imitação da vida, em que ela declama as poesias do Pessoa, mas claro, o show era outro! Há quem diga que arte está - quase sempre - ligada à tristeza, ao sofrimento. Pensei sobre isso depois do show, porque as músicas de amores perdidos ou traídos são sempre as mais bonitas...

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

e agora j...

Não tenho escrito muito…não é por falta do q dizer, talvez por excesso. Meu mestrado está acabando, não sei se da maneira como deveria, mas vai ter q ser. O que será que acontece depois? Meu estágio na Lusa também termina em Abril, e o que se faz depois disso, ninguém sabe! Enfim, tenho todas as possibilidades em aberto, o que também pode ser significar nenhuma. Bom, há dois anos, eu não imaginava o q estou fazendo hj! Tão pouco tinha esses planos, simplesmente aconteceram! Até orkut eu fiz nesse tempo, justo eu q sempre fui tão avessa a sites de relacionamento, caí nas armadilhas da rede. Mas seria fácil se essas fossem as únicas ciladas q cruzaram meu caminho.
***
Amanhã vou ao show da Bethânia! Divertido, não?!!! Depois eu conto como foi!

sábado, 21 de fevereiro de 2009

pra quando o carnaval chegar...


vcs já ouviram a música do chico "quando o carnaval chegar"?

Quem me vê sempre parado, distante garante que eu não sei sambar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu tô só vendo, sabendo, sentindo, escutando e não posso falar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu vejo as pernas de louça da moça que passa e não posso pegar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Há quanto tempo desejo seu beijo molhado de maracujá
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
E quem me ofende, humilhando, pisando, pensando que eu vou aturar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
E quem me vê apanhando da vida duvida que eu vá revidar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu vejo a barra do dia surgindo, pedindo pra gente cantar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu tenho tanta alegria, adiada, abafada, quem dera gritar


pois, o carnaval chegou...calmo e tranquilo como a melodia da música. quanta gente espera ansiosa por esses dias, em que tudo é possível, em que o ritual de inversão nos dá direito a sermos tudo aquilo q quisermos, de súper-herói a pierrots e colombinas. na quarta-feira de cinzas tudo volta ao normal... fica a lembrança para o resto do ano. mas nada é perfeito, a lágrima do Pierrot é de tristeza, por causa de uma colombina q preferiu um Arlequim!
eu acho que vou continuar me guardando pra quando o carnaval chegar...


Nesse linka dá pra ouvir a música: http://letras.terra.com.br/chico-buarque/45165/

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Ela sentia frio...

Joana acordou. Ou talvez nem tivesse dormido. A noite passou tão rápida, e com aqueles sonhos estranhos, nem deu tempo de descansar. Os olhos pesavam e ela sentia frio. Era um dia gelado e ensolarado. Que vontade de deitar no sol e dormir, pensou ela. Não conseguia atravessar a rua, a luz do sol era tão forte que a impedia de ver os carros que se aproximavam. Num piscar de olhos, pareceu voltar no tempo. De repente, estava de mãos dadas com a mãe, mochila nas costas, esperando para atravessa a mesma rua à caminho da escola. Uma buzina a fez acordar daquela lembrança. Começou a correr, estava atrasada para o trabalho.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Futebol civilizado


Fui a um estádio de futebol europeu pela primeira vez semana passada. Bom, há quem diga q Portugal não faz parte parte do continente auropeu, mas do africano, ainda assim, o estádio em q estive pertence a este velho mundo.

Quarta-feira, às 19 horas. Marcamos o encontro na frente do Alvalade, estádio do Sporting. Mas não vai ter muito tumulto?, perguntei eu. Não, é tranquilo, me responderam. Ok. E era verdade, mesmo com a chuva, estava tudo sossegado. Sem considerar o atraso dos meninos, o encontro foi rápido. Na hora de entrar, claro q tive q mostrar minha bolsa e o Victor ficou sem o "chapéu-de-chuva" dele, mas nada de ser apalpada demais!

Quando sentei e olhei aquele lugar limpo e organizado, me senti noutro mundo! Tirando os jogadores em campo correndo atrás da bola, em nada aquele lugar lembrava um estádio no Brasil. Pode parecer exagero meu, mas era um ambiente diferente daquele barulhento, confuso e passional a que estava habituada . E era um clássico do futebol português, Sporting e F.C Porto!

As torcidas organizadas são bem menores, quase como um grupo de amigos. Não digo que sejam menos apaixonados, também gritavam, cantavam e empunhavam bandeiras, mas quatro grupos pequenos e distantes uns dos outros, acabavam por perder a força.

No final da partida, vimos alguns políciais se aproximarem da torcida adversária, pensei que fosse ter alguma confusão, mas nem perto disso. Ao redor do estádio também havia vários carros da polícia estacionados, mas talvez fosse por falta de outro estacionamento.

Vitória do "clube" da casa!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Aniversário

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui --- ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça,
com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado---,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...

Álvaro de Campos, 15-10-1929

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Poema Patético

Que barulho é esse na escada?
É o amor que está acabando,
é o homem que fechou a porta
e se enforcou na cortina.

Que barulho é esse na escada?
É Guiomar que tapou os olhos
e se assoou com estrondo.
É a lua imóvel sobre os pratos
e os metais que brilham na copa.

Que barulho é esse na escada?
É a torneira pingando água,
é o lamento imperceptível
de alguém que perdeu no jogo
enquanto a banda de música
vai baixando, baixando de tom.

Que barulho é esse na escada?
É a virgem com um trombone,
a criança com um tambor,
o bispo com uma campainha
e alguém abafando o rumor
que salta de meu coração.

de Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

" I want to recruit you!"

Eu poderia falar da minha maldita ida ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras de Portugal, que é sempre traumática, do frio na barriga que me dá só de pensar naquele lugar, da maneira como tratam as pessoas que lá vão. poderia dizer do quão horrível e humilhada eu me senti hj, da vontade que eu tive de voltar pra casa. Também poderia contar da odisséia que começou às 8h da manhã e terminou às 15:30h, quando consegui chegar em casa. Do cansaço físico e psicológico. Do dia perdido, da roupa molhada. Da constante falta de alguma coisa em algum documento, de uma burocracia burra que não permite que qualquer lei seja interpretada, apenas seguida de maneira indiscrimida e arbitrária. Entretanto, não quero falar de pessoas medíocres ou de atitudes mesquinhas.
Fui ao cinema! Assisti Milk, o filme do Gus Van Sant com o Sean Penn sobre um político gay. A história das minorias terem voz, é possível. Minha opinião não diz muito e, mesmo que a minha atenção tenha dispersado em alguns momentos, gostei muito do filme. Desde de I am Sam, de Jessie Nelson, não via uma atuação tão boa de Sean Penn.

sábado, 24 de janeiro de 2009

diálogo

- o q foi?
- aconteceu alguma coisa?
- posso te ajudar?
- não?
- por quê?
- tem certeza?
- tudo bem, então....
- se precisar avisa.
- um beijo

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Naturalismo!

Para Camilão, de Alberto Caeiro:

"Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar,
Seria mais feliz um momento...
Mas eu nem sempre quero ser feliz,
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...

Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva...

O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja..."

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Língua brasileira

Reclamar de falta de tempo já virou uma constante. por isso, vou mudar o disco. o problema é que o lado B continua em ritmo acelerado!
pô, vocês viram que o "website counter" parou?!! estava super feliz com os quase 1000 acessos, e quando atinge o número esperado, ele simplesmente parou! vou tentar resolver isso, mas não agora!
ah, mudei de estágio!! alguém lembra daquelas brincadeiras em q a pessoa escolhia coisas sem ouvir as perguntas? por exemplo, " você troca um emprego em que ganha 600 euros por mês por outro q paga 100??? SSIIIMMMM!" foi basicamente isso q eu fiz, mas com a diferença de que estava "a ouvir". Não estranhem, é q estou a habituar-me a escrever português, já que até pouco tempo eu escrevia em brasileiro!!!! não preciso nem dizer que isso irrita-me profundamente!
até breve!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

"Quero...

Um colo ou um berço ou um braço quente em torno ao meu pescoço... Uma voz que canta baixo e parece querer fazer-me chorar... O ruído de um lume na lareira... Um calor no inverno... Um extravio morno da minha consciência... E depois sem som, um sonho calmo num espaço enorme, como a lua rodando entre estrelas. "

do Livro do Desassossego, Bernardo Soares.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Memórias de um manjerico

Feliz Ano Novo!! Mas feliz por que? Ao contrário do que alguns pensam, essas memórias não são póstumas!
Pelo princípio. O majerico é um primo do manjerião, esse todos devem conhecer, pelo menos de nome. É uma planta típica da festa de Santo António, que acontece em junho aqui em Lisboa, o padroeiro da cidade! Diz a lenda, que o majerico tem que ser ganhado de alguém e seguindo a outra lenda do santo casamenteiro, o fulano deve estar interessado. É mais ou menos assim a tradição. Entretanto, logo que começaram a ser vendidos e apoiada pela minha ansiedade habitual, comprei o meu majerico! Ele era lindo, crescia a cada dia! Há quem tenha cachorro ou gato, eu tenho (quero acreditar que ainda tenho), o meu majerico. Foram tantas a ameaças de fazer com ele molhos e cozidos, sequestros com pedidos de resgate exorbitantes!! Enfim, foi um verão alegre e festivo! A tristeza é que o inverno chegou e com ele o verde tornou-se marrom e seco... Ele resistiu, houve quem duvidasse que em pleno novembro ele ainda tivesse as folhas verdes, mas o frio foi mais cruel. Ainda acredito que quando o verão voltar ele vai reagir. Bem, meu ano começou assim, com o coração apertado por um manjerico, companheiro e amigo que parece estar hibernando em algum lugar qualquer. Queria poder acordá-lo.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Sagrada Família


Seguindo o clima fraterno e familiar que gere as festas de final de ano e atendendo a um pedido especial, vos apresento a responsável!

Um beijo mamãe

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

o tal espírito natalino ou natalício!?!


Gostei do Natal deste ano. foi divertido! Foi um Natal em família, mas o melhor, como se nao fosse Natal! Esse ano passei ao lado do tal espírito natalino ou como dizem os portugueses, natalício. Claro, comprei presentes, mas dessa vez nao me preocupei muito com isso. Acho que esse ano o meu tempo, aquele que foge com tudo, também passou correndo com o Natal, nem vi q era ele! Mas enfim, estar com pessoas gentis e atenciosas ao redor de uma mesa repleta de boa comida, era o melhor Natal que eu poderia querer! Sem falar nas pequenas diferenças que sempre interessam.

Dia 24, na Cataluña, ainda nao é Natal. Celebra-se apenas La noche buena, que passa pelo mesmo princípio de pessoas reunidas e comendo! dia 25 sim, é Natal!! mas sem Papai Noel ou Pai Natal, quem traz os presentes aqui sao os Reis Magos (que sempre pensei que fossem Magros!). Ah, e é no dia deles que a festa maior acontece! Bom, neste dia já nao estarei aqui...Também há uma história de que as crianças sentam num tronco de árvore oco, e vao ganhando presentes, uma a um, e para saberem que acabou, os pais entregam um copo dágua! A tradiçao é basicamente essa com mais alguns detalhes que me escaparam!

Bom, como podem ver a minha irritaçao do post anterior já melhorou. Mas nao é obra de nenhum espírito, mas de uma experiência diferente.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Eu nao sou daqui!

Eu tento seguir uma vida pacata e tranquila, sem confusoes, mas as vezes nao consigo! Viajei ontem para a Espanha para passar o Natal com a família (menos com a Manina que nao veio)! Já fiz o trajeto Lisboa-Barcelona algumas vezes, com o pretexto de visitar o irmao, e nunca tive nenhum problema, até ontem!
Como de costume, entreguei meu passaporte na hora do cheking para que confirmassem que eu era mesmo eu. A senhorita da companhia folheou meu passaporte umas três vezes até q ela me perguntou se eu tinha a minha passagem de volta? Achei estranho, mas tudo bem, mostrei. A senhora volta no dia 27?, me perguntou, e eu respondi que sim!! nao era o que estava escrito na passagem? por que eu compraria uma passagem pra um dia se eu fosse voltar noutro? É que a senhora nao faz parte da Comunidade Europeia, por isso eu preciso verificar, me disse ela, com um ar que misturava satisfaçao e arrogância! Ora, é algum pecado mortal nao pertencer à Uniao Européia? E o resto do mundo faz o q? se mata por causa disso??!!! Perguntei se ela queria ver meu cartao de residente, documento que serve como identificaçao e certificaçao de que tenho autorizaçao para estar em território europeu, sim, ela quis. Saiu ai meu deus... enquanto eu o procurava na bolsa e ela me respondeu, Nao é "ai meu Deus", a senhora nao é europeia! Entreguei. Ela olhou de um lado, olhou do outro e antes de finalmente me dar o cartao de embarque, me fez mais umas quantas recomedaçoes de que eu deveria mostrar todos os meus documentos, já que nao pertenço a esse lado do oceano! Eu quero nao pensar que essas coisas acontecem por eu ser brasileira e latinoamericana, mas realmente a má vontade que eu tenho que aguentar quando notam o meu "sotaque" brasileiro é irritante!!
Bom, a parte disso, desejo a todos um Feliz Natal e fica a minha esperança de um 2009 menos preconceituoso e mais igualitário!

ps: a falta de acentos é culpa do teclado español!!

sábado, 20 de dezembro de 2008

espelho


Ana Maria, esse é um dos poemas q mais gosto da Cecília. Espero que tu também goste!


Retrato

Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
A minha face?

Cecília Meireles

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

do latim burrus...

Odeio burocracia. É muito chato ter q lidar com mil papéis e leis e regras q ficam muito pior nas mãos de alguém que não está muito disposto a facilitar. Essa é outra coisa que odeio, pessoas que utilizam-se de um pretenso poder para julgarem-se mais importantes que os demais! Enfim, o fato é, vida de imigrante é repleta de burocracias! A cada renovação de visto é um documento a mais e pra se conseguir esse tal documento é sempre uma dor de cabeça! E o tal consulado q deveria ajudar, nem sempre é como precisamos.
Meu novo problema é: preciso de um novo passaporte, a dificuldade é: não votei nas últimas eleições, claro eu estava em Lisboa! Dificuldade 2, eu tinha 60 dias pra justificar, mas claro q não lembrei disso, já que eu sabia que posso fazer isso quando voltar para o Brasil. Agora, não posso renovar o passaporte sem a quitação eleitoral e não posso mais justificar pq o perdi o prazo! Acho q vou ter q ficar morando aqui pra sempre, pq sem passaporte não volto pra casa e o TSE não prevê q alguém possa precisar fazer a droga da justificativa depois dos tais 60 dias! Lógica difícil essa, não?! Então pra quem está no Brasil e sente saudades, eu sinto em informar que estou fadada a passar o resto dos meus dias em solo lusitano!
O mais divertido vai ser se complicarem pra renovar meu visto, como aconteceu no ano passado, daí eu vou ser uma ilegal em terra estrangeira e sem poder voltar pro país de origem! Bom, eu posso ser deportada, é verdade! Essa é a minha chance! Ai….vida de imigrante cansa, e olha que eu só vim fazer um mestrado, imagina a vida da galera que vem pra ficar, pra trabalhar, sem “documentos”, sem saber, sem conhecer. Deve ser bem pior!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

o tempo fugiu!


É estranho quando o tempo começa a passar tão rápido e perdemos a noção dele. Ele se esvai, some, desaparece. O amanhã já virou hoje, o q programamos pra próxima semana passa sem nos apercebermos e assim vão-se os meses e o ano acaba. Por que a pressa? O ritmo poderia ser mais lento, para que pudessemos ponderar alguns pontos antes de tomar certas atitudes ou decidir se um dia de leitura não é muitas vezes mais produtivo do que um dia de trabalho forçado. Mas o tempo e a urgência de tudo nos assolam, como um castelo de cartas que não podemos impedir que caia ou a areia que escorre por entre os dedos e não adianta tentar conter. Bem, hoje eu quero brincar de parar o tempo. Pelo menos por alguns instantes, fazer de conta que posso dominá-lo. Vou decidir o que quero fazer dele e me demorar o quanto quiser. Não quero pensar no q tenho pra fazer depois e depois e depois e q as 24 horas do dia são poucas para todos os compromissos assumidos. O tempo foge e leva a nossa vida com ele.

O tempo

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas... Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.
Mário Quintana

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Constipação

Estou constipada desde a última semana. E tenho estado ocupada com a dissertação. Não que eu tenha feito grandes progressos, mas o importante é não párar! Amanhã vou receber visitas ilustres. Logo volto pra contar.
Ah, pra quem quiser me dar uma prenda de Natal, tenho q devolver o Madame Bovary pra biblioteca!!

Tenho uma grande constipação,
E toda a gente sabe como as grandes constipações
Alteral todo o sistema nervoso,
Zangam-nos contra a vida,
E fazem espirrar até à metafísica.
Tenho o dia perdido cheio de me assoar.
Dói-me a cabeça indistintamente.
Triste condição para um poeta menor.
Hoje sou verdadeiramente um poeta menor.
O que fui outrora foi um desejo; partiu-se.
(...)
Álvaro de Campos

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

merci, mon ami



Seguindo a máxima, escrever para exercitar, começo mais um escrito de juliana. Sobre o que será hj? Nunca sei… amizades é um bom tema! É curioso como amizades de constroem e se desfazem pelos motivos mais absurdos! Ou então como é bom passar anos sem ver o melhor amigo do colégio e quando o encontramos, é como se o tempo não tivesse passado! E como também é importante ver quando a diferença agrega e quando ela efetivamente afasta. Isso acontece todos os dias e em todos os lugares, pessoas se encontram e se separam e muitas vezes sem motivo nenhum, simplesmente se perdem. Há algumas que fogem, nesse caso deve haver algum motivo. Não acredito que precise estar grudada nos meus amigos o tempo todo pra eles saberem que gosto deles, mas é bom dar notícias as vezes! Sei que demoro a mandar cartões postais, mas não é por falta de lembrança. Também sempre tento ajudar, mas sou péssima conselheira. Sou boa ouvinte, minha melhor característica de amiga! Se precisarem se lamentar, meu ouvido está sempre disponível. Pra caminhar na chuva, sair numa segunda-feira e ter q acordar às 6h na terça, passar a noite conversando com um chato só porque ele é amigo do cara da amiga, fazer compras no final do mês, caminhar quilômetros porque o amigo quer conhecer um caminho diferente, ir a uma festa que toca música eletrônica, organizar despedida de solteiro, comer negrinho de colher no sofá e todas as "indiadas" que sempre me meto por causa de um amigo, sim, podem me chamar! Só não gosto que abusem da minha paciência e da minha boa vontade, isso é imperdoável. Defeitos? Devo ter uma meia-dúzia, não mais do que isso. Quais? Não durmo com barulho, gosto de tomar leite na minha caneca – sem açúcar-, demoro no banho, não passo roupas, nada que interfira muito nas minhas relações. Talvez o banho! Enfim, as pessoas passam pelas vidas umas das outras e nem sempre elas ficam, fisicamente. Fiz uma amiga, japonesa. Ela mora do outro lado do mundo. Convivemos pouco, e mesmo assim a despedida foi triste. Espero voltar a vê-la. Tenho amigos da época da escola com quem sempre estou em contato, mas não os vejo há algum tempo. Eu e a Fernanda trocávamos cartas num passado não muito distante. Os amigos da faculdade e do estágio. A Rachel foi a única que recebeu postal até agora!! Amizades feitas no aeroporto, que duram até a partida. Amigos feitos em Portugal, os melhores que eu poderia ter encontrado! Meu beijo para todos.


ps: essa foto foi tirada em setembro, na cozinha do meu apto. não pude imaginar imagem melhor!