domingo, 25 de outubro de 2009

A vida dos outros

*A Viagem a Darjeeling ( The Darjeeling Limited, 2007). O filme de Wes Anderson traz Owen Wilson, Andrien Brody e Jason Schawartzman numa “jornada espiritual” pela Índia. Os três irmãos – e hipocondríacos – partem numa viagem de trem em busca de autoconhecimento e de uma re-aproximação, já que não se falam há um ano. Mas como em toda viagem, planos mudam e malas atrapalham. O filme conta ainda com a participação de Natalie Portman, numa sequência com Jason Schwartzman muito curiosa, e Anjelica Huston. Fazia tempo que eu não me divertia tanto. A narrativa é muito bem amarrada, engraçada sem cair no ridículo.

* A vida dos outros (Das Leben der Anderen, 2006). O filme acontece na Alemanha Oriental, e trata sobre o sistema de esponagem usado na época. É incrível como a vida dos outros pode envolver e nos parecer tão mais interessante do q a nossa! Isso é o que acontece com o espião responsável por vigiar o dramaturgo Georg Dreyman a mando do ministro da cultura que estava interessado em Christa, namorada de Georg. O filme venceu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e foi indicado ao Globo de Ouro na mesma categoria. Assisti ao filme ontem, pela segunda vez. O engraçado é que não consigo lembrar onde e quando foi a primeira.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

366 dias!

O blog fez aniversário ontem e eu, relapsa, deixei passar! Só lembrei no meio da minha noite insone, mas tudo bem, ainda é tempo de agradecer todos que por aqui passaram!

Obrigada!

domingo, 4 de outubro de 2009

Gracias a la vida

Gente, a Mercedes Sosa morreu. Não sei exatamente quando foi a primeira vez que a ouvi cantar, mas lembro de ouvir muitas vezes um disco que nós tínhamos em casa quando eu era pequena. Assim aprendi a gostar daquela voz grave. Pra aqueles que não sabem do q eu estou falando, a cantora argentina Mercedes Sosa foi chamada de “a voz da América Latina”, ficou exilada na Europa durante a ditadura no seu país e morreu hoje aos 74 anos. Entre os grandes sucessos, Gracias a la vida (de Violeta Parra).

Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me dio dos luceros que cuando los abro
Perfecto distingo lo negro del blanco
Y en el alto cielo su fondo estrellado
Y en las multitudes el hombre que yo amo

Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado el oído que en todo su ancho
Graba noche y día grillos y canarios
Martirios, turbinas, ladridos, chubascos
Y la voz tan tierna de mi bien amado

Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado el sonido y el abecedario
Con él, las palabras que pienso y declaro
Madre, amigo, hermano
Y luz alumbrando la ruta del alma del que estoy amando

Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado la marcha de mis pies cansados
Con ellos anduve ciudades y charcos
Playas y desiertos, montañas y llanos
Y la casa tuya, tu calle y tu patio

Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me dio el corazón que agita su marco
Cuando miro el fruto del cerebro humano
Cuando miro el bueno tan lejos del malo
Cuando miro el fondo de tus ojos claros

Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado la risa y me ha dado el llanto
Así yo distingo dicha de quebranto
Los dos materiales que forman mi canto
Y el canto de ustedes que es el mismo canto
Y el canto de todos que es mi propio canto

Gracias a la vida, gracias a la vida

http://www.youtube.com/watch?v=WyOJ-A5iv5I

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Disfarce

Às vezes, acordo com alguém me chamando: “Juliana!”. Então levanto a cabeça, olho ao redor e não há ninguém. Talvez isso faça parte de algum sonho, não sei. Quantas vezes acordo ainda com aquela sensação boa do sonho, desejando voltar praquele universo paralelo em que tudo parece em perfeita harmonia. Apelei para o Quintana, o que ele me disse em “Os Parceiros” foi o seguinte:

Sonhar é acordar-se para dentro:
de súbto me vejo em pleno sonho
e no jogo em que todo me concentro
mais uma carta sobre a mesa ponho.

Mais outra! É o jogo atroz do Tudo ou Nada!
E quase que escurece a chama triste...
E, a cada parada uma pancada,
o coração, exausto, ainda insiste.

Insiste em quê? Ganhar o quê? De quem?
O meu parceiro... eu vejo que ele tem
um riso silencioso a desenhar-se

numa velha caveira carcomida.
Mas eu bem sei que a morte é seu disfarce...
Como também disfarce é a minha vida!


Mário Quintana

sábado, 12 de setembro de 2009

"Ó meu gentil Romeu"

Li, algumas semanas atrás, sobre um casal britânico que ficou 81 anos casados. A união só acabou por causa da morte do marido, aos 101 anos de idade. Lembrei da pergunta que lancei outro dia aqui no blog, será possível um amor recíproco não acabar em tragédia?! Cheguei a conclusão que não, a tragédia parece inerente á vida daqueles que amam. Aos olhos de quem está de fora, o desaparecimento de um senhor centenário é algo natural, até mesmo inevitável, mas para a senhora que esteve ao lado dele nos últimos 80 anos, a perda do seu companheiro deve ter sido um drama.
O que faltou para casais como Tristão e Isolda, Romeu e Julieta e tantos outros foi tempo, para que vivessem um pouco mais daquele amor. E se tempo tivessem, será que teriam a paciência, a persistência para viverem mais de 80 anos juntos? Será que o amor de Tristão e Isolda teria durado para além dos três anos que a poção do amor lhes permitia?
Numa passagem do texto de Shakespeare, Julieta, insegura como toda mulher apaixonada, pede a Romeu que se declare: “Ó meu gentil Romeu! Se amas, proclama-o com sinceridade; ou se pensas, acaso, que foi fácil minha conquista, vou tornar-me ríspida, franzir o sobrecenho e dizer "não", porque me faças novamente a corte.”
E também ela fala de seus sentimentos: “Belo Montecchio, é certo: estou perdida, louca de amor; daí poder pensares que meu procedimento é assaz leviano; mas podeis crer-me, cavalheiro, que hei de mais fiel mostrar-me do que quantas têm bastante astúcia para serem cautas.”
Esse tipo de comportamento, hoje, não é muito bem-vindo para a maioria. Qualquer um que exponha demais seus sentimentos assusta aos demais, não tem o mesmo valor que tivera outrora. As relações, de uma maneira geral, parecem ter se tornado mais superficiais, não há muita preocupação o outro. Mas também é verdade que, mesmo naqueles tempos de romantismo, amores eram construídos e desfeitos num estalar de dedos.
Até a noite do baile, em que Romeu conheceu e se apaixonou por Julieta, seu coração estava sob os cuidados da “bela Rosalina”, a ponto de o Frei Lourenço assustar-se ao saber daqueles novos sentimentos: “Por São Francisco! Que mudança é essa? Rosalina adorada e tão depressa posta no esquecimento? O coração no amor dos moços nada influi, senão somente os olhos.”Como julgar um novo amor? Ou um antigo ou futuro? Será que só podemos encontrar um verdadeiro amor ao longo da vida? Tenho medo de descobrir que, por fim, não haverá nenhum.
Acredito que seja muito mais fácil viver um amor fugaz, intenso, rápido e trágico. Ouvi outro dia alguém dizer numa entrevista, como é mais fácil trocar de parceiro do que manter um relacionamento longo. Saber satisfazer a mesma pessoa todos os dias, se reinventar a cada manhã para poder renovar uma vida a dois é muito mais complicado do que viver sempre apenas o frisson dos primeiros meses. Não desmereço as lindas histórias que viveram Isolda e Tristão, Julieta e Romeu, mas imagino o quão bela e difícil deva ter sido manter uma união por tanto tempo como conseguiu o casal centenário. Eles poderiam ter desistido aos primeiros sinais de turbulência, buscado outro par, mas fizeram outra escolha. Gosto de pensar que teria acontecido o mesmo com os casais lendários, se eles tivessem tido tempo de viver o seu amor.

ps: Para aqueles que pensam que tempo não lhes falta e se “Inês ainda não for morta”, vale uma frase de Guimarães Rosa, autor que também criou um casal cuja convivência foi interrompida muito cedo: “Quem muito se evita, se convive.” Não fui clara o suficiente? Bom, acho q vale a pena investir e manter algo no qual se acredita, a fuga só adia, não resolve.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Até breve!


Tudo parecia menor. Essa foi a sensação ao entrar, dez anos depois, na escola em que estudei. Deve ser porque naquela época eu era criança, pensei, mas verdade seja dita, eu não cresci muito desde aquela época. Alguns meses atrás falei que haveria um encontro da minha turma, pois bem, a reunião aconteceu no último sábado.
É estranho como conseguimos nutrir uma intimidade com pessoas que passamos tanto tempo sem ver, mas entre amigos, isso é possível. Rostos e feições parecem, num primeiro olhar, diferentes. Entretanto, a memória se encarrega de nos lembrar que na sua essência são os mesmo, de dez, quinze anos atrás.
Das conversas surgem histórias que pensávamos ter esquecido, um anel que selou uma amizade, uma noite engraçada, uma briga que ninguém sabe porque começou! A comemoração teve, além do passeio pela escola, jogo de futebol, camiseta da turma e jantar, com a presença de alguns professores.

Como era esperado, muitos colegas casados e noivos, alguns com filhos e outros não puderam comparecer, e foram esses os que geraram maiores comentários sobre onde e como estariam, no que trabalham… Ah, e tivemos a participação virtual do Manabu, direto de Londres.
Pena que o dia passou rápido, não deu tempo de conversar com todos sobre tudo. Quando estava de saída um colega me disse: “Nos vemos na festa de 15!” Respondi que não, que esperava vê-los antes disso. Claro que será difícil encontrar a maioria deles, mas que sejam apenas alguns, já serão o bastante pra manter a lembrança daquela época sempre presente.
ps: não consegui falar com o Patrick Dempsey a tempo!


sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Notícias (quase) inúteis

Foi divulgado, ontem, o resultado do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), no qual o Ministério da Educação avaliou 7.329 cursos de 30 áreas. As regiões que tiveram mais cursos de excelência foram a sul e sudeste. A UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) está entre as melhores notas – junto com a UFRJ e a UFMG. Como vocês podem ver, a abreviatura da universidade federal daqui, muda um pouco, já que não tem apenas a sigla do estado, RS. Deve ter sido essa a confusão da Globo, que insiste em usar “UFRS”. Desde ontem, ninguém conseguiu corrigir a arte que continua sendo usada em todos os jornais da emissora, incluindo a Globo News. É verdade que isso não muda muito, mas é um erro desnecessário.

O ex-presidente Fernando Collor de Melo foi eleito imortal da Academia Alagoana de Letras (AAL), mesmo sem ter publicado nenhum livro. A instituição aceitou os artigos e discursos publicados pelo, hoje, senador, como material suficiente para sua eleição. A posse está prevista pra outubro. Hein? Me nego a falar no assunto, só queria dividir a informação e, espero, a indignação com alguém.

Embora a cesta básica tenha ficado mais barata em nove capitais, a mais cara do Brasil continua sendo a de Porto Alegre, por R$ 238,67. O valor pago pelos gaúchos é 70 reais a mais do que a cesta mais barata que é de Aracaju. ( Dados do Dieese - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos)

Retiraram o Jornal Nacional de Sexta (TVI), que era apresentado pela Manuela Moura Guedes, jornalista portuguesa conhecida por seus comentários críticos (e sua boca protuberante). Eu me divertia muito assistindo esse jornal, as causas do cancelamento parece q ainda estão esclarecidas, mas posso imaginar algumas delas... (Informações dos jornais Público e Diário de Notícias)

sábado, 29 de agosto de 2009

Espera...

Há quem diga dela bendita, quando o que se espera é algo bom, feliz, proveitoso, pois trouxe com o seu fim, uma boa nova! Há também quem diga ser a espera maldita, já que nunca sabemos o seu final. Mas também há aqueles que falam dela como necessária, provedora de momentos de reflexão, amadurecimento. Ela pode ser longa, demais para a paciência da maioria ou curta, quanto o tempo de espera entre uma refeição e outra. Todo mundo sempre espera por alguma coisa, por algum acontecimento, por alguém. Nem sempre são coisas extraordinárias, a maioria delas é simples, mas ainda assim, podem demorar a chegar…
Em “Últimos dias”, Drummond diz:

“O tempo de despedir-me e contar
que não espero outra luz além da que nos envolveu
dia após dia, noite em seguida a noite, fraco pavio,
pequena ampola fulgurante, facho, lanterna, faísca,
estrelas reunidas, fogo na mata, sol no mar,
mas que essa luz basta, a vida é bastante, que o tempo
é boa medida, irmãos, vivamos o tempo.”

ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia Poética. Relógio D´Água Editores, Lisboa, 2007.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Legítimo, "Azar o teu!"

Essa é uma história de caráter ficcional, hipotética, mas que poderia ter acontecido. Imagine que tu deixas teu carro estacionado, à noite, numa rua de Porto Alegre. Na manhã seguinte, alívio, o carro ainda está lá. Entretanto, uma hora depois, o carro desaparece. Pergunta-se para todos os vizinhos, pessoas que estejam próximas ao local, ninguém viu nada. O que fazer nesse momento? Ir até a delegacia mais próxima fazer um boletim de ocorrências. Não vou nem mencionar o fato do carro não ter seguro, ainda estar sendo pago e ser usado como veículo de trabalho, vamos para o melhor da história. Três anos depois, um telefonema: “Gostaríamos de informar que o seu carro foi guinchado na data tal, porque estava estacionado em local proibido, se o senhor quiser retirar o seu carro deve pagar 12 mil reais de diárias para o depósito.” Hein??!! Que palhaçada é essa?! Pois, a história segue. Os responsáveis pelo guincho não só não deixaram qualquer aviso no local onde estava o carro, como souberam, pouco depois de a ocorrência ter sido feita, que o carro constava como furtado. Mas, para o completo azar do dono, eles não têm obrigação de avisar isso para a Polícia! Parece uma narrativa um tanto surreal, não?! Talvez eu esteja me passando um pouco no processo criativo, mas tem mais. Depois de obter um documento que restitui o veículo ao seu proprietário de fato, ele não pode retirá-lo sem que as diárias sejam pagas, um valor, diga-se de passagem, superior ao carro no seu estado atual. A esse valor, somam-se os impostos do automóvel que não foram pagos nos últimos anos, porque o infeliz teve a péssima idéia de, durante três anos, pensar que seu carro havia sido roubado! O curioso, é que, nunca, nenhuma multa foi cobrada por estacionamento em local proibido. Bom, agora segue um processo judicial, vamos ver o que eu vou inventar pra encerrar essa história, tomara que a minha imaginação me leve a um final feliz!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Sem sofrimento, não há romance!

Desde o ano passado, tenho um sonho que já se repetiu algumas vezes. É o meu casamento, mas o noivo eu até hoje não sei quem é. No entanto não é esse o problema, a dificuldade toda é que nunca quero entrar na igreja! Na hora bate a dúvida, o pavor, e eu resolvo não casar! Daí sempre tem alguém que tenta me convencer, já passaram alguns amigos por essa tarefa árdua, entretanto, nenhum deles até agora teve sucesso!
Lembrei desse sonho/pesadelo, porque fui ao cinema ontem, assistir Se beber, não case (The Hangover), do diretor Todd Phillips. O filme teve um orçamento baixo, em relação aos padrões hollywoodianos (só 35 milhões de dólares), mas ganhou no roteiro. A história não é lá muito original, um grupo de amigos vai festejar a despedida de solteiro de um deles em Las Vegas. A comédia não se desenrola sobre a noite que eles passaram na "Cidade Proibida", e sim na tentativa em descobrir o que aconteceu na tal noite que foi simplesmente esquecida por todos e na busca pelo noivo que desapareceu na véspera do casamento! Esse é um dos motivos que sempre me levaram a crer, que não se faz despedida de solteiro às vésperas do casamento!! No mínimo, uma semana de antecedência, pra dar tempo de os noivos aparecerem com uma cara saudável na cerimônia ou de avisar os convidados sobre o cancelamento do casamento! Bom, de volta ao que interessa, o filme é engraçado, tem bons diálogos e nenhuma estrela hollywoodiana querendo roubar a cena, o que já ajuda muito! Bom, meu sonho não parece ter muito a ver com o filme, a menos que o noivo também desista. Será? Não vou contar o final.

*Para Ana Maria
Outro filme que vi foi Romance, do Guel Arraes, com Wagner Moura e Letícia Sabatella. Aninha, se tu ainda não viste, procura! Acho que vais te apaixonar ainda mais! A narrativa tem como pano de fundo a história de Tristão e Isolda, “a origem de todos os casais românticos”, que segue a máxima “sem sofrimento, não há romance”. Será possível um amor recíproco não terminar em tragédia? Essa dúvida não está restrita a qualquer personagem, acredito que ela passe pela cabeça da maioria dos casais...

Para terminar, um filme que foi premiado no Festival de Berlim, Um herói do nosso tempo (Live and Become, 2004), do diretor Radu Mihaileanu. O título em português ficou um pouco apelativo demais pro meu gosto, mas enfim, o filme vale a pena. Em 1984 muitos judeus africanos da Etiópia são levados à Israel com a expectativa de melhores condições de vida. Na ânsia de melhores oportunidades, Shlomo, um menino cristão, é mandado pela mãe como filho de uma mulher judia, que morre logo na chegada à Israel. Ele é, então, adotado por uma família francesa. A saudade da mãe, a inadaptação àquele lugar, onde a água escorria por um buraco no chão, as pessoas dormiam em camas e a uma religião desconhecida, foram dificuldades que Shlomo passou com apenas 9 anos. Foi também nessa época que ele conheceu o preconceito, racial, étnico e religioso. "O filme coloca essa questão. Scholomo é cristão, etíope, africano e vai se tornar também judeu, israelense, francófono." Essa frase que Mihaileanu disse em entrevista à Folha Online (em março de 2006), resume a narrativa. A maneira como o personagem enfrenta todos esses desafios, ligados à identidade e aceitação, é o que impressiona no filme.